
Pelo segundo ano consecutivo, o Distrito Federal foi reconhecido com o Selo Betinho, premiação concedida pela organização da sociedade civil Ação da Cidadania a governos que se destacam na implementação de políticas públicas de combate à fome e promoção da segurança alimentar. A entrega ocorreu nesta quarta-feira (18), no Palácio do Buriti, com a presença da vice-governadora Celina Leão.
Durante a cerimônia, Celina Leão afirmou que o reconhecimento é resultado de ações integradas voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, programas como os restaurantes comunitários tiveram expansão significativa nos últimos anos, passando de 6 milhões de refeições servidas em 2019 para 17 milhões anuais, com ampliação do atendimento para café da manhã, jantar e funcionamento aos fins de semana. A vice-governadora também citou iniciativas como o programa Cesta Verde e reforçou o compromisso de ampliar as políticas sociais.
A secretária de Desenvolvimento Social e presidente da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan-DF), Ana Paula Marra, destacou a importância da atuação conjunta entre diferentes áreas do governo. De acordo com ela, o fortalecimento da agricultura familiar é essencial para garantir que alimentos saudáveis cheguem à população que mais precisa.
Para a concessão do selo, são considerados critérios como a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan), a execução de programas de combate à fome e a transparência na gestão das políticas públicas. A representante nacional do Conselho da Ação da Cidadania, Maíra Oliveira, ressaltou que a certificação reconhece governos que atingem pelo menos 70% das metas estabelecidas na área.
Desde 2019, o Governo do Distrito Federal tem ampliado iniciativas voltadas à segurança alimentar. Entre elas estão os cartões Prato Cheio, que concedem R$ 250 mensais a famílias em situação de vulnerabilidade, e o Cartão Gás, com repasses bimestrais de R$ 100 para aquisição de gás de cozinha. Juntos, os programas já beneficiaram mais de 170 mil famílias.
A rede de restaurantes comunitários também foi expandida, com a criação de novas unidades e oferta de refeições a baixo custo. Atualmente, o DF conta com 18 unidades, sendo 13 com funcionamento diário, incluindo fins de semana e feriados, oferecendo três refeições ao custo total de R$ 2.
O incentivo à agricultura familiar é outro eixo das políticas públicas. Por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o governo adquire produtos de pequenos produtores para distribuição a entidades socioassistenciais. Entre 2019 e 2024, foram investidos mais de R$ 11,5 milhões na compra de mais de 2,6 milhões de quilos de alimentos, beneficiando mais de 333 mil pessoas.
Já o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) garantiu refeições a mais de 400 mil estudantes da rede pública no mesmo período, com participação de mais de 5 mil produtores familiares. Outra iniciativa, o programa Solidariedade Salva, arrecadou mais de 200 toneladas de alimentos para doação a famílias em vulnerabilidade.
Criada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, a Ação da Cidadania é referência nacional no combate à fome e à miséria. O Selo Betinho foi instituído recentemente com o objetivo de valorizar boas práticas e incentivar a replicação de políticas públicas eficazes em outras regiões.
Além da certificação, o Distrito Federal também foi destaque na primeira edição do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que reconhece iniciativas voltadas à garantia do direito à alimentação adequada.
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