
Ação leva música, acolhimento e homenagem às mulheres alocadas na maternidade
Para as mulheres internadas junto aos filhos recém-nascidos, o Dia das Mães tem um peso agridoce. Pensando na espera e na ansiedade que muitas sofrem durante esse período, a equipe da maternidade do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) preparou, nesta sexta-feira (8), uma programação especial em homenagem à data.
A apresentação do coral Sesc + Vividos de Taguatinga Sul pausou, por um instante, as preocupações. O alívio momentâneo também foi reforçado por comida gostosa, sorteios de bolsas-maternidade confeccionadas pela iniciativa social Fehsolna e brindes como o "kit naninha" produzido pelo projeto Gerando Amor.
“São atividades de humanização para que os pacientes fiquem mais próximos da equipe profissional e tenham um pouco de leveza durante a internação. Não é uma questão só clínica, mas afetiva também”, afirma a assistente social do HRC Valéria Souza de Mendonça.
Maria Elisa nasceu neste mês com suspeita de sopro no coração. Desde então, Marcela Miriam de Jesus, 28, está ao lado da filha na maternidade do HRC. Segundo a moradora de Ceilândia, a homenagem trouxe conforto. “É o meu primeiro Dia das Mães e achei emocionante essa atividade. O coral me lembrou meus avôs, que eu não vejo desde que tive meu bebê. É bom para dar uma pausa na ansiedade”, revela.
Para Marcela, que acompanha a filha internada desde o nascimento, a ação trouxe conforto: “Foi o meu primeiro Dia das Mães e achei emocionante." / Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
Trabalho social
A iniciativa faz parte das ações de humanização promovidas pelo setor do HRC, conforme explica a supervisora de Enfermagem da maternidade do hospital, Lucineide da Silva. “Os projetos de datas comemorativas são feitos para ajudar e alegrar os pacientes, principalmente, porque é um momento que estão fragilizados", diz.
De acordo com a gestora, as atividades também buscam apoiar famílias vulneráveis. “Durante esses eventos, identificamos pacientes em situações mais difíceis e arrecadamos verbas para auxiliá-lo, seja para comprar gás, fralda, cesta básica ou o que mais ele precise", declara.
Internada há dois meses, Maria Divina dos Santos, 23, acompanha o filho Samuel. Em meio à saudade da família, ela conseguiu se distrair: “Eu amei a atividade. Imaginava um Dia das Mães diferente, ao lado também dos meus outros filhos. Internada, pensei que a data passaria em branco, sem comemorações. Foi uma boa surpresa."
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