Cérebro de crianças que ingerem cafeína se desenvolve de forma diferente
Substância é consumida principalmente em refrigerantes. Participantes de estudo tiveram mais problemas relacionados ao sono e à saúde mental
Estudo sobre cafeína: pesquisa realizada pelo King’s College London com 9.632 crianças de 9 a 11 anos associou o consumo de cafeína a menos horas de sono e mudanças no desenvolvimento cerebral;
Resultados observados: voluntários que ingeriram mais cafeína, principalmente por meio de refrigerantes, apresentaram uma área de córtex menor e variações na saúde mental, incluindo atenção, humor e comportamento;
Limitação da pesquisa: os cientistas afirmam que não é possível estabelecer uma relação de causalidade entre os fatores.
Crianças de 9 a 11 anos que consomem mais cafeína, proveniente principalmente de refrigerantes, dormem menos e apresentam diferenças no desenvolvimento do cérebro. O estudo, publicado na revista Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging nesta quinta (15/10), analisou dados de 9.632 crianças e foi realizado pelo King’s College London, no Reino Unido.
Cada criança participante informou a quantidade de bebidas com cafeína consumida em uma semana (incluindo refrigerante, chá ou café), e os pais responderam a um questionário que envolvia o tempo de sono médio de cada participante.
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