Câncer leva homem a descobrir síndrome genética: “Achei que era o fim”

Câncer leva homem a descobrir síndrome genética: “Achei que era o fim”

Câncer leva homem a descobrir síndrome genética: “Achei que era o fim”

Condição hereditária ligada ao gene TP53 pode favorecer tumores precoces e exige acompanhamento específico de pacientes e familiares

Diagnóstico genético: Claudir Inácio da Silva, de 45 anos, identificou a variante R337H no gene TP53, associada à síndrome de Li-Fraumeni, após ser diagnosticado com câncer de pulmão em 2021;

Características da síndrome: a condição hereditária aumenta a predisposição ao desenvolvimento de diversos tumores, mas a presença da alteração genética não garante que o portador necessariamente terá a doença;

Prevalência regional: a variante é mais frequente no Sul e Sudeste do Brasil.

Claudir Inácio da Silva, 45 anos, de Sapucaia do Sul (RS), já investigava havia quatro meses as dores persistentes nos ossos da coluna quando recebeu, em 2021, o diagnóstico de câncer de pulmão. Embora nunca tivesse fumado, ele conhecia de perto a doença: um irmão havia morrido pelo mesmo tipo de tumor aos 27 anos.

“Passou um filme na minha cabeça. Lembrei das cenas dele no hospital, do seu sofrimento, da angústia pela cura e da espera pela cirurgia”, conta. Na época, porém, ele não imaginava que os dois casos pudessem ter uma ligação hereditária.

A resposta começou a aparecer após um teste genético identificar a variante R337H no gene TP53, associada à síndrome de Li-Fraumeni, condição hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, inclusive em idades mais jovens do que o habitual.

“Fiquei abalado novamente. Sinceramente, quando li sobre a síndrome, achei que era o meu fim. Descobrir que havia uma condição hereditária por trás de tudo foi difícil, porque senti a responsabilidade e a obrigação de comunicar meus irmãos e outros familiares de que eles também poderiam ter a mutação”, relata Silva.

Celebridades Após câncer, Lito Sousa é diagnosticado com doença degenerativa rara

Após câncer, Lito Sousa é diagnosticado com doença degenerativa rara

Saúde Supercentenários podem ter mais células ligadas à defesa contra câncer

Supercentenários podem ter mais células ligadas à defesa contra câncer

Saúde Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama

Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato