Estudo explica por que exercícios físicos só emagrecem até certo ponto





Durante anos, a ideia de que se exercitar emagrece foi tratada como uma verdade absoluta. Embora a prática regular de exercícios físicos traga inúmeros benefícios para a saúde, ela pode não ser tão eficiente sozinha para reduzir medidas e o peso na balança. 


Isso é o que sugere um estudo publicado na sexta-feira (6/2) na revista científica Current Biology. A pesquisa, liderada por dois pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Herman Pontzer e Eric T. Trexler, tinha o objetivo de analisar por que nem sempre o corpo converte o exercício em maior gasto calórico ao longo do dia.



Modelo tradicional de queima de calorias


Durante muito tempo, os especialistas em saúde acreditaram que o corpo funcionava com uma soma simples de calorias. Ou seja, tudo o que a pessoa gasta ao longo do dia para manter o corpo funcionando — como respirar, digerir os alimentos e manter a temperatura — seria somado às calorias queimadas durante o exercício.


Na prática, a conta era feita da seguinte forma: se alguém gasta 2 mil calorias por dia para manter o organismo funcionando e queima mais 400 em uma corrida, o total iria para 2.400 calorias. A ideia era que esse gasto extra ajudaria a emagrecer com o tempo.


Entretanto, nos últimos anos, surgiu um modelo novo de conta, chamado de gasto energético restrito, sugerindo que o organismo trabalha com um limite, como se existisse um “teto” de energia que o corpo tende a gastar por dia.


Na prática, isso significa que quando a pessoa começa a queimar mais calorias com exercícios físicos, o corpo compensa essa perda gastando menos energia em outras atividades internas. É como se o organismo “economizasse” em alguns processos para não ultrapassar esse limite.


Para descobrir qual explicação faz mais sentido, os cientistas analisaram 14 estudos com 450 pessoas que passaram a se exercitar, além de pesquisas com animais e dados de populações diferentes.


Ao comparar o quanto essas pessoas deveriam gastar de calorias com exercícios físicos e o quanto o corpo de fato gastou ao longo do dia, os cientistas viram que a conta simples costuma exagerar o efeito do treino. Isso mostra que o organismo compensa parte do esforço físico, gastando menos energia em outras funções do corpo.


Nesse contexto, a explicação vem de que parte das calorias que parecem ser queimadas no treino acabam sendo anuladas ao longo do dia. Isso ajuda a explicar por que o exercício, sozinho, nem sempre leva ao emagrecimento esperado.


Nem toda caloria do treino “entra na conta”


Segundo os resultados, em média, só 72% das calorias queimadas durante exercícios físicos se somam ao gasto energético total diário. Os 28% restantes são compensados pelo organismo de formas diferentes.


Essa taxa, no entanto, varia bastante de pessoa para pessoa, explicando por que alguns indivíduos emagrecem com mais facilidade do que outros, mesmo com rotinas parecidas de treino.


Foto em plano médio mostra mulher praticando atividade física - Exercícios físicos não ajudam tanto na perda de peso, sugere estudo - Metrópoles
Os pesquisadores destacam que a prática de exercícios físicos continua aumentando o gasto calórico total, mas em um nível menor do que o previsto pelo cálculo simples

Exercícios físicos são fundamentais, mas não fazem tudo sozinho


O estudo reforça que a prática de atividade física é fundamental para a saúde, para a prevenção de doenças cardiovasculares, melhora do humor e qualidade de vida, mas, quando o objetivo é emagrecimento, a alimentação tem papel central.


Os especialistas ainda reforçam que os melhores resultados vêm da combinação da prática de exercícios físicos, alimentação saudável e mudanças de hábitos e estilo de vida.






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