Um estudo mostrou que uma dieta vegana com baixo teor de gordura pode ajudar a reduzir em 28% o uso diário de insulina por adultos com diabetes tipo 1 . A pesquisa é uma análise secundária de um ensaio clÃnico randomizado de 12 semanas, publicado em outubro de 2025 na revista cientÃfica BMC Nutrition.
A diabetes tipo 1 é uma doença imune em que o organismo deixa de produzir insulina, hormônio responsável por controlar os nÃveis de açúcar no sangue.
Por isso, as pessoas com a condição precisam aplicar insulina diariamente para sobreviver. O ensaio clÃnico em questão, envolveu 58 adultos com diabetes tipo 1, divididos em dois grupos:
29 participantes seguiram uma dieta vegana com baixo teor de gordura, composta apenas por alimentos de origem vegetal e com cerca de 10% das calorias vindas de gordura. 29 participantes seguiram uma dieta convencional com controle de porções. O acompanhamento durou 12 semanas. Durante o experimento, os pesquisadores avaliaram a quantidade total de insulina usada por dia, calculada com base na média de três dias consecutivos.
Ao final do perÃodo, o grupo que adotou a dieta vegana apresentou redução média de 12,1 unidades por dia, o que corresponde a uma queda de 28% no uso total diário de insulina.
Já o grupo da dieta convencional não teve mudanças significativas. O custo da insulina também caiu no grupo vegano: a redução foi de 27%, representando uma economia média de R$ 5,22 por dia.
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1 de 10 Dieta Mediterrânea – Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares
2 de 10 Dieta Dash – A sigla significa, em português, Métodos para Combater a Hipertensão e foca não só em diminuir a quantidade de sódio ingerida, mas em alimentos ricos em proteÃnas, fibras, potássio, magnésio e cálcio. A dieta tem 20 anos e é reconhecida por várias publicações cientÃficas pela eficiência em reduzir a pressão arterial e controlar o peso
iStock 3 de 10 Dieta Flexitariana – Sugere uma redução de até 70% do consumo de carne, substituindo a proteÃna animal por vegetais, frutas, sementes, castanhas e cereais. Com o regime, o organismo ficaria mais bem nutrido e funcionaria melhor. É recomendado começar trocando a carne vermelha por frango ou peixe e procurar um nutricionista para acompanhar a necessidade de suplementação de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal
Dose Juice/Unsplash 4 de 10 Dieta Mayo Clinic – Publicada em 2017 pelos médicos da Mayo Clinic, um dos hospitais mais reconhecidos dos Estados Unidos, o programa é dividido em duas partes: perca e viva. Na primeira etapa, 15 hábitos são revistos para garantir que o paciente não desista e frutas e vegetais são liberados. Em seguida, aprende-se quantas calorias devem ser ingeridas e onde encontrá-las. Nenhum grupo alimentar está eliminado e tudo funciona com equilÃbrio
Rui Silvestre/Unsplash 5 de 10 Dieta Vegana A dieta vegana retira qualquer alimento de origem animal do cardápio: nada de manteiga, ovos ou whey protein. Aqui, a alimentação é composta basicamente por frutas, vegetais, folhagens, grãos, sementes, nozes e legumes. Para quem quer perder peso, a dica é aproveitar que a dieta já é considerada mais saudável por evitar gorduras animais e ter menos calorias, e controlar as quantidades de cada refeição
Anna Pelzer/Unsplash 6 de 10 Dieta Jenny Craig A dieta é, na verdade, um programa de receitas e algumas refeições prontas, que enfatiza a alimentação saudável e mudança de comportamento. Há acompanhamento de consultores durante todo o processo para garantir que o paciente esteja motivado e informado sobre quantidades e as melhores escolhas. Há um cardápio exclusivo para pessoas com diabetes tipo 2 e um serviço extra de análise de marcadores no DNA para personalizar o tratamento
iStock 7 de 10 Dieta Ornish Criada em 1977 por um professor de medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o cardápio tem poucas gorduras, carboidratos refinados e proteÃnas animais. Os alimentos são categorizados em cinco grupos entre o mais saudável e o menos saudável, e é permitido consumir até 59ml de álcool por dia. O programa incentiva também a prática de meditação e ioga, além de exercÃcios de flexibilidade, resistência e atividades aeróbicas
Amoon Ra/Unsplash 8 de 10 Dieta Volumétrica – Criada pela nutricionista Barbara Rolls, a ideia é diminuir a quantidade de caloria das refeições, mas mantendo o volume de alimentos ingeridos. São usados alimentos integrais, frutas e verduras que proporcionam saciedade e as comidas são divididas pela densidade energética
9 de 10 Dieta The Engine 2 Criada para prevenir doenças cardÃacas, diabetes, Alzheimer e câncer, é baseada em um cardápio low carb e "forte em plantas". Segundo Rip Esselstyn, é basicamente uma dieta vegana com um "twist": aqui não entram óleos vegetais e o objetivo primário não é perder peso, apesar de um aumento na massa muscular ser comum entre os adeptos
iStock 10 de 10 Vigilantes do Peso – O programa existe há mais de 50 anos e estabelece uma quantidade de pontos para cada tipo de alimento e uma meta máxima diária para cada pessoa, que pode criar o próprio cardápio dentro das orientações. Além disso, há o incentivo a atividades fÃsicas e encontros entre os participantes para trocar experiências
Ola Mishchenko/Unsplash Segundo os autores da pesquisa, não houve aumento nos episódios de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (açúcar elevado) , indicando que a redução da insulina ocorreu sem piora do controle glicêmico.
Por que isso pode ter acontecido? Os pesquisadores sugerem que a dieta pode ter melhorado a sensibilidade à insulina — ou seja, o corpo passou a usar melhor o hormônio. Dietas com menos gordura tendem a reduzir o acúmulo de gordura no fÃgado e nos músculos, o que pode facilitar a ação da insulina nas células.
Na análise principal do ensaio, já havia sido observado que o grupo vegano apresentou perda de peso média de cerca de 5 kg, além de melhora em indicadores metabólicos.
Apesar dos dados animadores, o estudo tem limitações. O número de participantes é pequeno e o acompanhamento foi de apenas 12 semanas, cerca de três meses. Ainda não está claro se os efeitos se mantêm no longo prazo. Os autores defendem que pesquisas maiores e mais duradouras são necessárias para confirmar os achados.
Para pessoas com diabetes tipo 1, o estudo sugere que a alimentação pode influenciar a quantidade de insulina necessária. No entanto, qualquer mudança na dieta ou na dose de insulina deve ser feita com acompanhamento médico e nutricional , já que o controle inadequado da glicemia pode trazer riscos sérios à saúde.
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